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Artigo publicado em 02/12/2009 por: Vasco Rocha (DDB Moçambique)
Perante o espectáculo do desenvolvimento do País, perante os sinais de prosperidade de um mercado crescente, mesmo que de forma lenta, perante tantos resultados, bons ou maus resultante de tantos esforços, por vezes não reconhecemos claramente o lugar onde, efectivamente, nos situamos. A reconfortante imagem de “país emergente” esconde, entre outras verdades, um longo caminho ainda a percorrer. Que lógica preside a criação de uma semana de moda num país sem estilistas? Que sentido faz criar um evento que depende essencialmente de uma indústria, a têxtil, inexistente no país? Num país onde o rendimento médio do cidadão não ultrapassa os 3 USD/dia, existirá um público interessado em moda?
Um dos experts top do país vizinho, responsável por em 5 anos colocar a moda sul-africana nas montras europeias, através do London Fashion Week, o premiado jornalista sul-africano Adam Levi, levantou estas questões nos inícios de 2007, logo após a sua primeira experiência em Maputo como juiz do Mozambique Fashion Week (MFW).
A resposta deve-se ao facto do MFW ter sido criado não só como uma semana de moda mas também como uma plataforma de desenvolvimento assente em vários pilares onde a moda serve como charneira emprestando-lhe o nome. Tal “subversão” é explicável pela regra matemática onde a ordem dos factores não altera o resultado.
O MFW, portanto, tornar-se-ia o motor da moda em Maputo. Ao invés de se valer da moda para representar um conjunto de manifestações culturais, valer-se-ia da música, da arte e do turismo para representar o que é a moda por estas paragens, quais os seus rumos e de onde provinha. Estes são, pois, os pilares do evento, destinado sobretudo à promoção da imagem de Moçambique no exterior, transmitindo do país a ideia da existência de uma grande de capacidade criativa e pleno desenvolvimento.
Desta forma, as questões de Adam Levi, olhando para o país em si mas simultaneamente ignorando o potencial do mesmo e das pessoas que o constituem, não deixavam de ser pertinentes. Na sua avaliação, Levi ignorou o enorme potencial humano e o grande espírito de sacrifício que faz com que os moçambicanos lutem arduamente pelos sonhos em que acreditam. Mais do que sonhar, o MFW acreditou na capacidade dos moçambicanos e na oportunidade que o acontecimento traz do país se mostrar ao mundo de uma forma constantemente inovadora.
Marcar a diferença, apropriando-se do conceito de Semana de Moda para criar um evento único, foi o passo corajoso que demos em direcção a um case-study de tanto sucesso. A marca MFW carrega consigo valores como a ousadia, a atitude, a diferença e a solidez sem paralelo no ramo em Moçambique. Este perfil de valores foi associado à mais-valia da Marca e ao ponto de contacto com o consumidor: a experiência de conhecer e abraçar Moçambique, desfrutando da sua beleza e hospitalidade. Deste modo, temos uma Marca nossa com um DNA próprio e geradora de experiências similares no nosso continente.
Por fim, no meio de tanto trabalho, tantos desafios, o sonho tornou-se realidade. A marca MFW é também a marca desse sonho carregando consigo essa magia.
Um dos experts top do país vizinho, responsável por em 5 anos colocar a moda sul-africana nas montras europeias, através do London Fashion Week, o premiado jornalista sul-africano Adam Levi, levantou estas questões nos inícios de 2007, logo após a sua primeira experiência em Maputo como juiz do Mozambique Fashion Week (MFW).
A resposta deve-se ao facto do MFW ter sido criado não só como uma semana de moda mas também como uma plataforma de desenvolvimento assente em vários pilares onde a moda serve como charneira emprestando-lhe o nome. Tal “subversão” é explicável pela regra matemática onde a ordem dos factores não altera o resultado.
O MFW, portanto, tornar-se-ia o motor da moda em Maputo. Ao invés de se valer da moda para representar um conjunto de manifestações culturais, valer-se-ia da música, da arte e do turismo para representar o que é a moda por estas paragens, quais os seus rumos e de onde provinha. Estes são, pois, os pilares do evento, destinado sobretudo à promoção da imagem de Moçambique no exterior, transmitindo do país a ideia da existência de uma grande de capacidade criativa e pleno desenvolvimento.
Desta forma, as questões de Adam Levi, olhando para o país em si mas simultaneamente ignorando o potencial do mesmo e das pessoas que o constituem, não deixavam de ser pertinentes. Na sua avaliação, Levi ignorou o enorme potencial humano e o grande espírito de sacrifício que faz com que os moçambicanos lutem arduamente pelos sonhos em que acreditam. Mais do que sonhar, o MFW acreditou na capacidade dos moçambicanos e na oportunidade que o acontecimento traz do país se mostrar ao mundo de uma forma constantemente inovadora.
Marcar a diferença, apropriando-se do conceito de Semana de Moda para criar um evento único, foi o passo corajoso que demos em direcção a um case-study de tanto sucesso. A marca MFW carrega consigo valores como a ousadia, a atitude, a diferença e a solidez sem paralelo no ramo em Moçambique. Este perfil de valores foi associado à mais-valia da Marca e ao ponto de contacto com o consumidor: a experiência de conhecer e abraçar Moçambique, desfrutando da sua beleza e hospitalidade. Deste modo, temos uma Marca nossa com um DNA próprio e geradora de experiências similares no nosso continente.
Por fim, no meio de tanto trabalho, tantos desafios, o sonho tornou-se realidade. A marca MFW é também a marca desse sonho carregando consigo essa magia.






